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Power Pump: aumente a produção de leite com essa técnica

Os primeiros 40 dias pós-parto pode ser de difícil adaptação a diversas famílias, em especial para as mães. Elas têm de lidar com os vários reajustes à vida fora da maternidade, agora com um bebê, que necessita de auxílio e atenção durante a maior parte do dia, além de manejar a volta ao trabalho e ainda se adaptar às mudanças do próprio corpo.

É um grande desafio administrar tudo isso, sobretudo porque, salvo exceções, a mulher não tem controle sobre essas alterações físicas. Há quem enfrente condições de mais fácil desenvolvimento, com uma recuperação mais tranquila, mas também existem muitas que precisam encarar uma saúde fragilizada. Só a amamentação já traz consigo grandes desafios e é por isso que a mulher precisa aprender a realizar essa atividade, para garantir que o bebê receba a quantidade de leite necessária e esteja saudável.

Cada organismo feminino é único e cada um enfrentará suas adversidades durante a fase de amamentação. Algumas questões comuns são: sobrecarga de tarefas; falta de informações e de apoio; instabilidade emocional, incluindo, em alguns casos, depressão pós-parto; dor física; bico do mamilo invertido; e, por fim, produção de pouco leite. É para auxiliar nesse último quesito é que existe o Power Pump. 

Quem deve fazer o Power Pump?

É relativamente normal que a amamentação não esteja sendo totalmente eficiente à alimentação do bebê, muitas vezes por produção insuficiente de leite. Essa quantidade inferior pode ocorrer por várias razões, de psicológicas a físicas. A técnica Power Pump é uma alternativa para mães com dificuldade no aleitamento, em específico, que não conseguem a porção necessária. 

Algumas condições de saúde estão diretamente associadas a essa pouca disponibilidade de leite. Exemplos desse quadro são mulheres diabéticas com dependência de insulina, obesidade e pressão alta induzida pela gravidez. Também se encaixam nesse perfil mães que fizeram cirurgia de redução nas mamas e/ou tiveram o bebê de forma prematura.

De acordo com profissionais, mães que apresentam alguma dessas circunstâncias já podem começar o método Power Pump desde o início. Caso você não se encontre nesse grupo e desenvolva dificuldades, avalie os motivos com o auxílio de um especialista, para, só então, buscar a solução apropriada. 

Outros fatores que contribuem para a produção insuficiente do líquido são: ambiente conturbado; pouca ingestão de água, e pega incorreta, não estimulando de maneira correta a saída do leite. Entretanto, para esses casos, podem haver abordagens mais simples, como rever o método de amamentação.  

Em suma, vale ressaltar que o objetivo do aleitamento é suprir as necessidades do bebê. Logo, uma mulher que já atende esse requisito não deve iniciar o método Power Pump simplesmente por querer aumentar a quantidade. Caso se produza mais leite em relação ao que o bebê consegue consumir, ele pode vir a recusar o seio.

Como funciona o Power Pump

Para entender o funcionamento desse recurso, é importante lembrar que o seio materno não é um estoque de leite. Trata-se, na verdade, de uma fábrica, que atende de acordo com a demanda. Em outras palavras, por mais óbvio que seja, o peito não produz o líquido à toa, mas, sim, apenas para atender os pedidos do bebê.

A partir disso, fica fácil de entender a técnica da pauta deste texto. O Power Pump nada mais é do que a simulação da sucção do bebê, que estimula a produção de leite. 

O procedimento consiste no uso de bomba de amamentação para desencadear aumento na quantidade produzida do líquido, em ritmo de ordenha, seguindo uma rotina que apresente resultados significativos. 

O método pode ser efetivado usando tanto as bombinhas manuais, quanto as elétricas. Vai da escolha da mãe, de acordo com sua preferência e da forma que melhor se adaptar.

Isso pode evitar a introdução do filho à fórmula infantil. Por isso, o Power Pump é uma prática extremamente importante, uma vez que a amamentação tradicional cria um vínculo extremamente forte entre a mãe e o bebê, além de ser benéfica para o crescimento da criança no geral. 

Como fazer o Power Pump

São inúmeras as formas, e cada mulher deve analisar qual a ideal para o seu caso, se possível também pedindo a opinião de um profissional da área.

Porém, existe um esquema padronizado que costuma ser o mais recomendado e usado. Ele estabelece um plano que dura 1 hora. Confira abaixo:

  • 30 minutos de ordenha 
  • 20 minutos de descanso
  • 20 minutos de ordenha
  • 20 minutos de descanso
  • 20 minutos de ordenha

Apesar da eficácia desse esquema, não são todas as mulheres que possuem tempo suficiente para realizá-lo, seja pelo cotidiano corrido em casa ou por já estarem na fase de retorno ao trabalho. Assim, há também alternativas de menor duração, que podem ser feitas até mesmo em intervalos no serviço. Veja o exemplo:

  • 10 minutos de ordenha
  • 10 minutos de descanso
  • 10 minutos de ordenha

Novamente: cada corpo é único e se adapta de um modo específico, além dos fatores externos envolvidos. Cabe a cada uma analisar as opções e tentar encaixar a escolhida em sua rotina. É importante tentar, pelo menos, fazer a prática várias vezes por dia. 

Para o esquema de uma hora, recomenda-se a execução de três ou quatro vezes no período de 24 horas. Já o de 30 minutos pode ser feito sempre que a mãe tiver tempo e disposição. Além disso, é fundamental aguardar pelo menos 5 ou 7 dias para observar resultados nítidos no aumento da produção, pois o efeito não é imediato.

Dicas para realizar o Power Pump

Tendo em vista melhores resultados e procedimentos, a mulher pode se atentar a algumas dicas para a realização do Power Pump.

Cheque o seu material

É essencial verificar a bombinha utilizada, isto é, garantir que ela tem boa aderência e eficácia. A parte do objeto em que o mamilo se encaixa não pode estar muito frouxa nem muito apertada; portanto, deve-se checar o tamanho. Observe também possíveis indicativos de que o utensílio está velho, como fungos em seu interior ou mal funcionamento.

Escolha os momentos ideais

Não pratique o Power Pump em momentos de estresse. Procure um ambiente tranquilo e um bom intervalo que possa se dedicar à atividade. Se a mulher opta pelo esquema de duração de 1 hora, por exemplo, deve verificar se será preciso interromper o procedimento, seja para amamentar o bebê ou fazer outra tarefa.

Espere alguns dias para ver resultado

Como dito anteriormente, é importante aguardar uns dias para observar qualquer resultado de aumento na produção de leite. Muitas mulheres tentam apenas por dois dias e, ao não enxergarem nítidas mudanças, já se desesperam e abandonam o método. 

Não desista antes de tentar por ao menos cinco dias, e, se possível, realize o Power Pump de duas a quatro vezes diariamente. 

Faça nos dois seios ao mesmo tempo

Uma dica essencial para otimizar todo o processo é praticar o esquema nos dois seios ao mesmo tempo. Assim, a mulher dobra a quantidade de leite acumulado e estimula ambos os lados a produzirem mais, sem perder tempo. 

No mercado, há disponibilidade de bomba dupla, aplicada nos dois seios, ou de bomba única. Comprar duas bombas únicas também é uma opção bastante viável e comum entre as mães.

Lembrando que, caso o seio já tenha uma quantidade suficiente de leite, não é necessário – muito menos recomendado – realizar o Power Pump.

Consequências e resultados do Power Pump

O melhor resultado esperado com o uso do Power Pump é o aumento significativo na produção de leite, de modo que o bebê não precise ser introduzido a qualquer fonte de alimento que não seja o leite materno. 

Se introduzido à fórmula infantil, o bebê pode demorar a querer voltar para a amamentação, o que pode causar preocupação e agonia à mulher.

O leite produzido via Power Pump pode ser armazenado em geladeira e dado ao bebê como suplemento, se necessário, em vez de complementar com leite de fórmula. Outra opção é congelá-lo para usar em dias que a mãe não tenha tempo ou condições de amamentar. 

Caso já tenha sido feita a mudança do aleitamento materno para a fórmula, o resultado positivo do Power Pump significa um avanço para que o bebê possa fazer o retorno ao seio de forma segura. 

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